Teve início no último dia 1º a segunda fase da campanha de vacinação contra febre aftosa.  O período de vacina segue até dia 30 de novembro para todos os bovinos e bufalinos existentes na propriedade, sendo recomendado 5 ml da vacina para cada animal,  independente de peso, idade ou raça.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na primeira etapa da campanha, em maio, foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%.

De acordo com Rafael de Sousa Bernabé, veterinário da  Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a vacinação mais indicada é a vacinação subcutânea na tábua  do pescoço com intuito de evitar reações. Ele também explicou que a vacina é uma proteção ao rebanho brasileiro.  “É importante para impedir que a doença chegue ao país e no estado e não cause uma destruição econômica fora a perda de animais e tudo aquilo que a febre aftosa ocasiona. Por isso é de grande importância que os produtores façam sua parte”, comentou o profissional.

Sobre o procedimento de vacinação, o veterinário explicou que ao adquirir as doses na loja agropecuária de acordo com os animais que possui, é importante lembrar que a vacina precisa ser armazenada com gelo na caixa de isopor ou recipiente isotérmico. O produtor tem a facilidade de fazer a comprovação no ato da compra, basta levar os dados da propriedade que são a carteira de vacinação e a quantidade de animais que ele vai vacinar.

Foco da doença da raiva na região

Durante a entrevista para o noticiário P-7, o veterinário falou sobre a doença da raiva que tem se manifestado em animais da região. Ele informou que na última semana foi registrado mais um foco da doença em uma propriedade próximo ao pedágio de Witmarsum. Ao relatar o caso, Bernabé enfatizou o perigo da doença que não tem cura e risco  que ela oferece para as pessoas que estão em contato com os animais. “O produtor pode aproveitar esse manejo da aftosa e fazer a vacinação de raiva, caso não fez ainda. Sugiro que aproveite a ocasião, são doenças diferentes, mas vale a pena alertarmos o produtor”, abordou o profissional.

Multa

Caso o produtor não faça a vacinação rebanho haverá multa.  Até dez  cabeças o valor é de 1.008,00 por animal não vacinado, acima de dez cabeças a mula custa R$. 100,84 por animal não vacinado

Brasil livre de aftosa com vacinação

Atualmente, o Brasil é classificado como livre da febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal. O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

Bernabé lembra que para que o país possa ocorrer a retirada da vacina é preciso manter a cobertura vacinal elevada. “Por isso, se agora em novembro o índice for muito baixo, acredito que o Ministério não vai liberar a retirada da vacina, por isso os produtores terão que ter a responsabilidade em fazer a vacinação do rebanho do até o dia 30”. Reforçou o veterinário, ao lembrar que a retirada da vacina será excelente para o mercado, com novas oportunidades de comercialização.

Foto: Antônio More / Gazeta do Povo.