As eleições de 2018 podem representar grandes mudanças ao sistema político brasileiro. E não apenas pela imprevisibilidade do cenário e de seu resultado, mas também por suas regras. O relator da comissão especial da reforma política na Câmara, Deputado Vicente Cândido (PT-SP)apresentou na tarde de ontem (04)o texto final que será levado à votação, indicando algumas das alterações que podem mudar a dinâmica em Brasília a partir do ano que vem.

O texto apresentado pelo petista ainda precisará ser votado pela comissão especial para, então, ir à votação no Plenário da Casa. A expectativa do parlamentar é que esse último processo aconteça já no próximo mês de maio. Alvo de críticas de vários setores da sociedade, a votação em lista fechada é uma das propostas mais controversas da reforma. Com ela, os eleitores deixam de votar diretamente em candidatos a vereadores e deputados estaduais e federais, passando a escolher partidos. Cada legenda monta uma lista com os nomes de seus representantes e eles são eleitos à medida que a sigla soma votos o suficiente para conquistar uma cadeira no parlamento.

De acordo com a reforma política proposta, prefeitos, governadores e o presidente ficariam proibidos de tentar reeleição. Em compensação, os mandatos passariam de quatro para cinco anos. Já o Poder Legislativo permaneceria sem modificações e além disso o texto ainda determina a extinção do cargo de vice para o Poder Executivo.

As coligações como conhecemos também deixam de valer, mudando as regras do jogo antes e depois das eleições. Com a proibição das doações de empresas para as campanhas, a reforma política que vai à votação propõe a criação de um fundo específico para o financiamento das campanhas e que deverá ser abastecido com recursos públicos.