O início do ano foi marcado por alterações referentes ao micro empreendedor individual (MEI). Atualmente, de cada 10 empresas abertas no país, 8 são constituídas por microempreendedores individuais. Segundo dados do Portal do Empreendedor, até dezembro do ano passado, 7,7 milhões de empreendedores eram optantes do MEI. Número que representa uma expansão de 16%em relação a 2016

Geise Begosso, contadora de Palmeira explicou o que significa uma empresa se registrar como MEI. “O MEI é o pequeno empresário, que trabalhava como autônomo e não era legalizado. Então o MEI veio para legalizar esse tipo de trabalhador, para que ele possa contribuir com o INSS e ser legalizado perante aos órgãos oficiais”.

Entre as mudanças para os micro empreendedores individuais, está a inclusão de novas atividades, como apicultores;locadores de bicicletas, equipamentos esportivos, motos e videogames;além de prestadores de serviços de poda, semeadura e roçagem. No entanto, algumas atividades deixaram de ser consideradas como MEI. São as funções de personal trainers, arquivistas de documentos, contadores e técnicos contábeis.

O limite de faturamento aumentou de R$ 60 mil para R$ 81 mil, como informou Begosso.  Desse modo, os ganhos mensais do MEI devem chegar em média a R$ 6.750,00.

A contadora comentou sobre a importância da categoria MEI, que possibilitou maior chance de desenvolvimento ao micro empresário. “A melhor coisa que foi criada foi o MEI. Eles não tinham condições de ter uma empresa grande. Trabalhavam como autônomo e agora eles tem a possibilidade de ter sua própria empresa, linha de clientes, trabalhando na legalidade e contribuindo para o INSS que é o mais importante”.