Com registros de crianças em Palmeira com a doença mão-pé-boca, o clínico geral do município, doutor André Luiz Batista em entrevista ao Noticiário P7 trouxe esclarecimentos sobre a doença. “Na semana anterior reparamos que algumas crianças, cerca de dois a três casos, começaram com um quadro bem característico dessa doença e isso nos chamou bastante atenção. Na quarta (14)   a equipe de Saúde do Posto Santa Rosa, esteve no CMEI da Vila (Recanto dos Pequeninos), justamente para orientar os pais e avaliar essas crianças”, contou o médico.

Batista explicou durante a entrevista sobre as características da mão-pé-boca. “A doença mão pé boca é causada por um vírus chamado Coxsackie. É uma doença muito contagiosa, ela geralmente se manifesta com uma febre, dor de garganta, sintomas bastante comuns nessa época do ano, mas que evolui dentro de dois a três dias com surgimento de algumas lesões, principalmente na região da boca. São lesões que parecem aftas e também surgem na mão e no pé. Então os pés e mãos das crianças vão ficar mais avermelhados, além de surgirem “bolinhas” pelo corpo. Assim se a pessoa reparou que está acontecendo isso é importante levar para Unidade Básica de Saúde (UBS)  mais próxima.”.

De acordo com o clínico geral a doença é transmitida por contato direto, com pessoas que possuem a doença e por secreções das pessoas infectadas, como secreção nasal, saliva e até as fezes. Por isso o médico ressalta a importância da higiene como melhor forma de prevenção, como lavar constantemente as mãos com água e sabão e sempre que possível usar álcool em gel. Além disso, um dos problemas na identificação da doença segundo Batista, é que os sintomas são comuns de outras doenças.

O médico informou que as crianças são as mais suscetíveis a contraírem a mão-pé-boca.  “Muito mais frequente em crianças até 3 anos e em especial crianças até 5 anos. Adultos e adolescentes até podem pegar , mas é bem mais raro, principalmente porque é uma doença que pega uma vez e depois desenvolve imunidade, acaba não pegando mais”, explicou o clínico geral.

Apesar de ser uma doença leve e não trazer nenhuma complicação grave, Batista salientou a relevância de crianças que estejam com esses sintomas sejam levadas a UBS mais próxima. “É muito importante que essas crianças sejam afastadas justamente para não disseminar ainda mais a doença”, explicou o doutor.

Ao confirmar o surto da doença, o médico também informou que não existe vacina para a mão-pé-boca. “Sempre que falamos em surto as pessoas se assustam bastante. O surto significa um grande número de casos de uma mesma doença. Pode ter surto de basicamente de qualquer doença contagiosa. Existe uma grande variação, tem surto de doenças graves, e de qualquer outra. No caso da mão-pé-boca, é um surto sim, mas não é uma doença que vai trazer grandes complicações”, finalizou o clínico geral da UBS Santa Rosa.

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